terça-feira, 3 de abril de 2018

A morte de Winnie Madikizela

A morte de Winnie Madikizela-Mandela foi anunciada pela sua assistente pessoal, Zodwa Zwane. A ativista anti-apartheid, casada com o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela durante 38 anos, Winnie tinha 81 anos.
Nascida a 26 de setembro de 1936 em Bizana, na província do Cabo Oriental, Winnie começou a interessar-se pela política muito jovem, quando trabalhava como assistente social num hospital. Aos 22 anos, chamou a atenção de Nelson Mandela quando este a viu numa paragem de autocarro no Soweto. O romance começou quase se imediato e o casamento surgiu um ano depois.
O casal dedicou todas as suas forças à luta contra o apartheid, com a relação a sofrer as consequências desse empenho. "Eu estava casada com o ANC. Foi o melhor casamento que tive", diria, anos mais tarde.
Durante os 27 anos de detenção de Mandela, 18 dos quais na Robben Island, Winnie foi no entanto uma defensora incansável da sua libertação. Após a libertação de Mandela - ficou famosa a sua imagem de punho erguido ao lado do marido quando este saiu da prisão -, a sua defesa de métodos controversos e a sua ideologia disposta a sacrificar as leis entrou em choque com o discurso de união e reconciliação do marido e o casamento acabou em 1996, apesar de já estarem separados há quatro anos. Também o apreço que muitos na África do Sul e no mundo foi abalado.
Para Winnie Madikizela-Mandela, o fim do apartheid marcou o início dos seus problemas com a justiça que a mantiveram sob as luzes da ribalta, geralmente pelas piores razões.
Acusada de instigar à morte do ativista Stompie Seipei, encontrado degolado junto à sua casa no Soweto, foi condenada em 1991 pelo rapto e espancamento do rapaz de 14 anos, suspeito de ser um informador. A sua pena de seis anos de prisão foi reduzida e acabou por ter apenas de pagar uma multa.
Nos últimos anos, a sua relação com o ANC degradou-se. Chegava tarde aos comícios, criticava os companheiros e começou a ser vista como problemática. Em choque com Jacob Zuma, tornou-se apoiante do ex-líder da juventude do ANC Julius Malema e do seu partido radical de esquerda, o Combatentes da Liberdade Económica (EFF), cujos deputados costumam aparecer no Parlamento da África do Sul vestidos de fato-macaco vermelho e capacete de mineiro na cabeça.
África do Sul, 02 de abril de 2018
Helena Tecedeiro
Fonte: https://www.dn.pt/mundo/interior/morreu-a-ativista-anti-apartheid-winnie-mandela-9228825.html


quinta-feira, 15 de março de 2018

Marielle Franco a Luta continua


Terrorismo no Brasil

Terrorismo no Brasil é um título que uso pois não sei como qualificar de outra maneira o brutal assassinato da Vereador Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. Ela uma jovem mulher negra militante social, filiada ao PSol. Não a conhecia, entretanto temos a informação de que era uma voz combatente em defesa dos direitos das mulheres negras e chegou a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro respaldada por 46 mil votos. Certamente seus algozes não foram os que puxaram os gatilhos das armas que lhe ceifaram a vida, motivo pelo qual se faz necessária muita pressão para que se encontre os verdadeiros culpados. Marielle pode ter tombado, mas a sua, a nossa luta está cada vez mais viva.
Ps. Minha solidariedade a todas pessoas enlutadas pela sua morte.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Eu não sou seu negro

NOVEMBRO NEGRO UFRGS

Novembro Negro UFRGS

Mais um ano, novas histórias, outras ações, mas sempre a mesma luta por dias melhores e mais igualitários na sociedade gaúcha. No Link acima poderão acompanhar algumas das ações que estão sendo desenvolvidas na academia.