segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Matutu quer o Reconhecimento de Remanescência Quilombola

http://www.informativo.com.br/site/noticia/visualizar/id/61206/?Comunidade-de-Matutu-quer-ser-reconhecida-como-Quilombola.html

domingo, 23 de novembro de 2014

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Reunião na Secretaria municipal de Saúde

Tratando sobre políticas Públicas de Saúde para População Negra de Lajeado

VISIBILIDADE LATENTE

VISIBILIDADE LATENTE
Gilson dos Anjos[i]

            Embora o imaginário local de cidadão ideal não contemple a etnia negra, ela esteve presente desde a chegada dos primeiros colonizadores açorianos. Os escravos dos casais açorianos bem como os que foram utilizados no século XIX para obtenção dos títulos de propriedade como nos aponta os escritos do professor Schierholt assim como os apontamentos de Lothar Hessel sobre o município de Estrela. Estas e muitas outras evidências sobre a participação do negro aparecem marginalmente aos escritos sobre a pujança e desenvolvimento regional sempre legada as contribuições de nossos “irmãos” europeus. Pois este imaginário, o do cidadão ideal ainda não se encontra aberto a presença dos diferentes embora as circunstâncias recentes venha provocado um significativo aumento de negros senegaleses, haitianos e de outras nacionalidades que assim como os imigrantes alemães e italianos vieram para cá em busca de um lugar digno para si e para os seus. São tempos diferentes mas as circunstância das migrações se assemelham, o problema é que as fronteiras ideológicas continuam nos afastando.
            A diminuição destas distancias começam a ser edificadas por algumas ações e políticas públicas de cunho federal e estadual que promovem a elevação dos níveis de estudo e as condições de disputa, num cenário adverso, das populações negras de nosso país e Estado que por efeito cascata chegam ao nosso povoado. Nos últimos dias tive a oportunidade de me reunir com o secretário municipal de saúde de Lajeado Sr. Glademir Schwingel e com a coordenadora de política para as mulheres Senhora Danielle Pimentel para discutir políticas públicas de saúde para a população negra de Lajeado. Nesta quinta-feira 20 de novembro devo me reunir com o representante do Ministério Público Federal para discutir a contribuição deste órgão federal no processo de reconhecimento das comunidades remanescentes quilombolas da região.
Estes movimentos demonstram que estamos trilhando um caminho correto ao procurar dar Visibilidade Latente sobre a forte presença e contribuição dos negros na história local pois como conclui em minha dissertação de mestrado em 2012: “dignidade, protagonismo, autonomia e inclusão social não podem ser artifícios simbólicos de uma sociedade justa”.
Feliz dia, semana e mês da CONSCIÊNCIA NEGRA e com elas os dias vindouros com mais harmonia, reconhecimento e respeito a Diversidade.





[i] Mestre em Educação e Militante Social

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Novembro mês da Consciência Negra.

Muitas cisas acontecendo aqui no Vale do Taquari. Em breve farei novas postagens inclusive com sugestões de atividades alusivas a negritude para sala de aula.

domingo, 19 de outubro de 2014

INDIGNAÇÃO


A indignação é um fenômenos que de vez em quando toma conta do nosso ser quando nos deparamos com situações que embora não estejamos diretamente envolvidos, nos sentimos incomodados por nos sentirmos impotente diante da sua constante presença no dia a dia das nossas vidas. Nos últimos dias muitas destas situações causaram profunda indignação no meu ser, entretanto, uma se sobressaiu. Alguns meses atrás fui convidado por uma pessoa amiga a me candidatar ao cargo de professor em uma instituição de ensino superior da região onde resido. Convicto de minha habilitação profissional para desempenhar a referida função entrei no site da referida instituição e preenchi o que deveria ser minha inscrição. Passados alguns dias entrei em contato por telefone com o setor de RH da instituição para solicitar em que pé estava o processo de seleção e soube que a pessoa responsável no setor se encontrava em férias e recomendaram que enviasse um e-mail solicitando as informações desejadas, ato continuo, encaminhei um e-mail que nunca recebeu resposta. Passados mais alguns dias resolvi ir pessoalmente a instituição procurando no setor de RH a pessoa responsável pelas informações do processo. Não me recordo o nome da jovem que me atendeu, apenas do procedimento da mesmo durante o atendimento. Abriu uma tela em seu computador e informou que de algumas dezenas de inscritos, apenas três inscrições atenderam ao edital, que diga-se de passagem nunca tomei conhecimento, deveria possuir o título de doutoramento. Na época decepcionado por um processo obscuro que não me permitia defesa voltei a casa entristecido e acomodei-me. Pois ontem, 17 de outubro a 800 quilômetros de distância de minha residência entendi o que realmente acontecera. Ao navegar no site da referida instituição e encontrar como professor da referida disciplina uma pessoa com a titulação de mestre, mesmo nível de minha formação. Pensei o que teria acontecido? Nenhum dos três professores doutores que se inscreveram quiseram assumir a disciplina e a instituição obrigou-se a contratar um mestre. Pensando na situação me veio outra questão a ser pensada será uma coincidência que a pessoa contratada/nomeada, não sei a natureza do vínculo empregatício da referida pessoa junto a esta instituição, ser genro de um ex-reitor e ex-presidente da mantenedora desta instituição. A indignação está no fato de uma instituição grandiosa do campo da educação permitir que coisas como esta aconteçam no seio da comunidade que prega a moral, a ética e os bons costumes. Por fim pensei em não denunciar tal “mau feito” entretanto creio que mesmo que o colega professor não tenha responsabilidade no ocorrido, o mesmo aconteceu e alijou do processo não apenas a mim, mas seguramente outros colegas professores que não tiveram em seus currículos a qualidade, a competência de parentesco com os “donos do poder na referida instituição. Os. Pode até que eu esteja errado em minha observação sobre o ocorrido. Mas que não cheira bem é uma das verdades possíveis. Com a palavra os ...